19 de mar de 2009

Capri


Se existe um lugar badalado na Itália entre junho e setembro este lugar é a ilha de Capri. Pequenina, mede 6 km de extensão por 2 km de largura equivale a pouco mais da metade de Fernando de Noronha. Lá vivem cerca de 12 mil moradores, divididos entre suas duas cidades, Capri e Anacapri. Rodeada pelo atrativo verde-esmeralda do Mediterrâneo, a ilha ferve de gente bonita e elegante, lojas descoladas, restaurantes badalados, tudo muito caro; e, o que há de melhor e de graça, belas paisagens.Logo quando aporta, o visitante deixa suas malas na Marina Grande, ponto de chegada da maioria, aos cuidados dos carregadores. Não esquente a cabeça, as deixarão no seu hotel, localizado na parte alta da cidade. O acesso até lá é feito por funicular (mais uma chance de apreciar a vista). Lá em cima, o ponto final do bondinho é a Piazza Humberto I, mais conhecida como Piazzeta, a principal praça de Capri, repleta de cafés e restaurantes todos caríssimos e turísticos demais com direito a outro panorama maravilhoso. A ilhota já foi um pacato reduto de pescadores e agricultores italianos e hoje chega a receber cerca de dois milhões de visitantes por ano. Para percorrer a ilha de um lado a outro, o ideal é pegar um microônibus ou optar por uma viagem de barco, com preços que variam de acordo com o trajeto. Graças à formação calcária, Capri está repleta de grutas. Um passeio concorridíssimo é dar a volta completa pela ilha, o que permite apreciar a beleza de lugares como a Grotta del Bove Marino. Do mesmo lado da Marina Grande, mas no sentido oposto, próximo a Anacapri, fica a principal atração da ilha: a Grotta Azzurra (Gruta Azul). Há duas maneiras práticas de chegar até lá: de barco ou de ônibus quem quiser se aventurar pode ir caminhando, mas o trajeto é bem puxado. Escavada na rocha pelo mar, a Grotta Azzurra é conhecida desde o Império Romano. O visitante desce do alto do penhasco por uma escada de madeira. No final dos degraus, segue pela água. Dentro da gruta, um imenso salão esculpido. É pela abertura submersa na parede de rocha que a luz solar entra na caverna, iluminada de baixo para cima. É exatamente a 'filtragem' da claridade solar pelo azul do mar que batiza a gruta, e que lhe confere um tom resplandecente. Justiça seja feita, Capri sempre exerceu grande fascínio entre os nativos. A ilha teria sido descoberta pelos romanos em 29 a.C., quando Augusto, o primeiro imperador romano, voltava de uma campanha militar no Oriente. Foi amor à primeira vista. Partiu dele a ordem de edificar diversas 'villas', as típicas construções do mediterrâneo, entre elas sua residência de verão. Seu sucessor, Tibério, chegou a governar o Império Romano da Villa Imperial e ergueu 12 mansões em Capri. Da maior delas, a Villa Jovis, restaram apenas ruínas, que ainda hoje podem ser visitadas.

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