27 de abr de 2010

Plaza de Mayo - Buenos Aires




Entre 1976 e 1983,durante o sangrento regime militar que se instalou na Argentina, cerca de nove mil pessoas desapareceram. Segundo organismos de direitos humanos,este número sobe a mais de 30 mil. Ao sequestro dos opositores,seguia-se o assassinato. Aviões partiam lotados de presos , que eram atirados ao Rio da Prata. Sem notícias de seus filhos ,mães desesperadas percorriam delegacias,igrejas e prisões à procura de um simples sinal de vida. À partir de abril de 1977, todas as quintas-feiras às 15.30 horas, as mães de alguns destes desaparecidos começaram a se reunir na Plaza de Mayo em frente a Casa Rosada, sede do governo. A Praça foi escolhida como ponto de encontro porque, segundo a líder Hebe de Bonafini, “ lá todas as mães eram iguais, todas haviam percorrido os mesmos caminhos na mesma busca, não havia nenhuma diferença e nenhum tipo de distanciamento”. Começava ali um movimento de protesto e solidariedade unindo estas mães que perderam seus meninos. A intenção era sensibilizar o então presidente Jorge Videla, para que ele interviesse no processo e lhes fornecesse notícias dos filhos desaparecidos e punição para os assassinos.

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