4 de ago de 2010

Arembepe - Mata de São João - BA



Nos anos 60, muitos jovens passaram a contestar a sociedade e a pôr em causa os valores tradicionais. Esses movimentos de contestação iniciaram-se nos EUA. Os hippies defendiam o amor livre e a não violência. Quanto à participação política, mostravam pouco interesse. Eram adeptos do pacifismo e, contrários à guerra do Vietnã, participaram de algumas manifestações anti-guerra dos anos 60, não todas, como se acredita. Ir contra qualquer tipo de manifestação política também faz parte da cultura hippie, que privilegia muito mais o bem estar da alma e do indivíduo. Por volta de 1970, muito do estilo hippie se tornou parte da cultura principal, porém muito pouco da sua essência. A grande imprensa perdeu seu interesse na subcultura hippie como tal, apesar de muitos hippies terem continuado a manter uma profunda ligação com a mesma. Como os hippies tenderam a evitar publicidade após a era do Verão do Amor e de Woodstock, surgiu um mito popular de que o movimento hippie não mais existia. De fato, ele continuou a existir em comunidades mundo afora, como andarilhos que acompanhavam suas bandas preferidas, ou às vezes nos interstícios da economia global. Ainda hoje, muitos buscam festivais que proporcionam encontros para celebrar a vida e o amor, como no Peace Fest.
No Brasil, Arembepe é uma antiga vila de pescadores que mudou de cara durante a década de 70, com a explosão do movimento hippie. O local, abundante de belezas naturais, logo acabou atraindo toda espécie de gente, brasileiros a gringos, em especial os hippies. Alí encontraram um reino de paz e tranquilidade, e resolveram armar suas barracas e em alguns casos, erguer seus barracos. Hoje, os hippies continuam em Arembepe, e a Aldeia Hippie é um dos maiores atrativos da vila. Lá todo mês de janeiro é realizado um festival de cultura alternativa, com apresentações de dança, música, teatro e outras manifestações artísticas. Recebeu visitas ilustres como Janis Joplin, Mick Jagger e os Novos Baianos, encarnações vivas do espírito da época e que viveram por alí algum tempo. Vale destacar também a beleza das praias de Arembepe, dona de algumas que são verdadeiras obras-primas da natureza.

Trento - Itália


A cidade de Trento, capital da Província de Trento, carinhosamente chamada de Trentino, foi fundada pelos Romanos no primeiro século antes de Cristo e como demonstra uma ilustração do século II descoberta por Konrad Peutinger, é um nódulo central do itinerário do Império Romano da Itália para a Alemanha. O Trentino é uma região totalmente montanhosa inserida nos Alpes Centrais e entre suas montanhas sobressaem-se as fantásticas arquiteturas das Dolomitas do Brenta e do Fassa, as geleiras do Adamello e da Presanella e da Marmolada. No Vale do Ádige, o mais longo rio da Itália depois do Pó, se juntam o Noce - que banha o Vale de Sole e atravessa o Vale de Non - e o Avísio, que nasce no Vale de Fassa e atravessa o Vale de Fiemme e o Vale de Cembra. O Sarca do Vale Rendena desce até ao Lago de Garda, o maior da Itália; o Brenta atravessa a Valsugana e deságua no mar Adriático em Veneza. As características desta terra é a variedade das paisagens sejam físicas ou biológicas, a quantidade de água dos rios e lagos, a insistente distensão dos bosques, os vários vales que geográfica e historicamente foram sempre os mediadores entre ambientes e culturas diferentes.