9 de abr de 2009

Centro Cultural de Curitiba - PR



O Paço Municipal foi projetado em 1912, durante a administração do engenheiro civil Cândido de Abreu. O local escolhido para a futura sede da Prefeitura de Curitiba foi a atual praça Generoso Marques, onde existia o antigo Mercado Municipal, que foi demolido. O Paço Municipal, único monumento do Paraná tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), é um prédio de arquitetura eclética, com elementos "art-nouveau". Com 500m2, foi construído sobre base de concreto e blocos de cantaria, possuindo planta retangular e em seus lados menores se projetam duas fachadas. A principal, voltada para a praça Generoso Marques e o jardim destaca a torre quadrada, construída em alvenaria de tijolos em três pavimentos e cobertura em quatro águas. No campanário, em três faces da torre, há relógios movidos eletricamente. Dois Hércules sustentam as colunas de granito Piraquara na porta de entrada, representando os poderes municipais – o Legislativo e o Executivo. O nicho existente logo acima sustenta uma figura feminina que representa a cidade de Curitiba. Completando a ornamentação da torre há um escudo com as armas do município e a cabeça do leão, símbolos da força. No interior, escadas de peroba, portas e janelas de cedro seco. Em toda a fachada existem sacadas semicirculares projetadas com marquises de ferro e vidro aramado, voltadas para a Praça Tiradentes. Completando o conjunto, a fonte Maria Lata d’Água. O grande destaque é a reprodução da escultura "Água pro Morro", datada de início dos anos 1940, de autoria de Erbo Stenzel, um dos mais importantes artistas plásticos do Paraná.

Fortaleza Nossa Senhora dos Prazeres - ilha do Mel - PR



A invejável localização da ilha, a falta de conflitos na região e o próprio nome da Fortaleza nos transmitem muito mais um conceito de "casa de praia" do que de praça de guerra. Construída entre 1767 e 1779, com a função de evitar uma provável invasão espanhola, somente em 1850 a "fortaleza" teve função alguma função quando seus soldados expulsaram piratas ingleses do navio "Cormorant" que saqueavam a Baía de Paranaguá. Dali haveria sido disparado o primeiro tiro por brasileiros, em todo o território nacional, contra um invasor. O prédio é chamado erradamente de Fortaleza, que seria caracterizada pela presença de duas ou mais baterias de canhões em locais diferentes da construção. Os Fortes, ao contrário, possuem apenas uma única bateria, como é o caso de N.Sa.dos Prazeres. Na década de 80 foi encontrado, dentro da muralha, um cofre com alguns papéis velhos e poucas moedas. Isso foi o suficiente para desencadear uma "corrida ao tesouro" que acabou danificando bastante a Fortaleza. Em 1995 o prédio foi totalmente restaurado e hoje conta com uma invejável estrutura para visitação.

Farol das Conchas - Ilha do Mel - PR



Foi construído em 1872 a pedido de D. Pedro II para orientar os navegadores que adentravam a baía de Paranaguá. Ainda está na ativo e mantém a mesma função. Vale a pena o passeio pelos degraus até o topo do farol para vislumbrar, lá de cima, as maravilhas naturais da ilha, principalmente as duas praias adjuntas a ele. As águas serenas da Praia do Farol das Conchas são um convite ao relaxamento. Ao lado do farol encontram-se diversas piscinas naturais cheias de vida marinha. Durante ressacas são formadas as famosas "Ondas das Paralelas" consideradas pelos surfistas um dos melhores picos de surf existentes no país.

Lixo - Ilha do Mel - PR



Na Ilha do Mel não existem áreas adequadas e nem em condições para dar um destino correto aos dejetos, porque o lençol freático (águas subterrâneas) é muito próximo da superfície e o risco de contaminação é muito grande. Além disso, a maior parte da Ilha é Estação Ecológica e Área de Preservação Ambiental, impossibilitando a implantação de aterro sanitário. Portanto, todo o lixo produzido e acumulado na Ilha do Mel, se não puder ser reaproveitado ou reciclado, deve ser levado de barco até o continente, para que possa seguir para os aterros da Prefeitura de Paranaguá. Por não haverem ruas e serem proibidos os veículos automotores, a coleta de lixo é feita com carrinhos puxados manualmente. Portanto, o trabalho de coleta de lixo é lento e difícil. Além disto, as distâncias percorridas são longas, considerando que muitos campings e residências, se encontram em áreas de difícil acesso. Para facilitar o trabalho do pessoal da Coleta Seletiva, é preciso que todos colaborem, enterrando o lixo orgânico (ou fazendo compostagem), e separando o reciclável, evitando enterrar o lixo misturado, jogar tudo no meio do mato ou simplesmente jogar tudo em volta de onde se está. Enterrar o lixo orgânico é uma boa prática pois, além de adubar a terra dos quintais, evita a exposição do lixo, a criação do mau cheiro e a proliferação de aranhas, moscas, mosquitos, baratas e roedores, que encontram no lixo exposto, o ambiente ideal para seu desenvolvimento. O lixo deixado durante anos pelos turistas e moradores, devido à falta de infra-estrutura adequada, foi se acumulando de tal forma que acabou por tornar-se um sério problema, cujas conseqüências estavam, pouco a pouco, comprometendo o meio-ambiente, a paisagem e, principalmente, a saúde da população local. Até aproximadamente 1980, todo o lixo da Ilha era enterrado, não havendo coleta seletiva do mesmo. Em locais mais habitados, não havia mais espaço para ser enterrado, levando os moradores a jogar e enterrar o lixo em outros locais mais isolados. Porém, com o passar do tempo, estes depósitos foram sendo desenterrados pela ação da erosão do mar e era possível observar em alguns locais, a presença de latas, garrafas e plásticos “aflorando” e espalhando-se ao longo das praias, causando impacto visual e ambiental.

Hotel Nhundiaquara - Morretes - PR




A bela paisagem vista do Hotel e Restaurante Nhundiaquara é magnífica. Mas, se observada de outros ângulos, o prédio faz parte do que conhecemos mundialmente com “cartão postal de Morretes”. O Casarão conserva as paredes originais da área principal remanescentes do século XVII e é a mais antiga construção da cidade. Ali funcionou um Cassino, a escola de Bom Peixe, a Fábrica de Meias, um Centro Espírita, a sede da Repartição Geral dos Telégrafos (primeiro telégrafo) e, a partir de 1945, o Hotel Nhundiaquara, que recebeu o nome do rio de origem Tupi-guarani (nhundia = peixe e quara = empoçado ou buraco, logo buraco de peixe). Parte da história do Casarão se confunde com a história da família Alpendre quando, em 1944, o português Antonio Alpendre resolveu tirar um “cochilo” na beira do rio, num casarão abandonado, e descobriu que naquele local não havia pernilongos ou motucas, isto bastou para adquirir o imóvel pertencente a um estrangeiro (quinta coluna). Com a morte do esposo, em 1947, Amália Martinha Alpendre esteve à frente dos negócios juntamente com sua filhas até 1963, quando a direção do estabelecimentro foi passada para a filha mais velha, Maria da Glória Alpendre Silveira, a qual permanece até hoje. Com a enchente de 1969, a pequena varanda de madeira feita em 1945 ficou comprometida e é aí que foi construída por Joel Costa Silveira a área externa que circunda a parte do Casarão e que caracteriza a conhecida aparência atual, onde funciona o restaurante na antiga “Rua do Comércio”, hoje Rua General Carneiro”. O “Marco Zero” de Morretes (onde começou a Cidade), está registrado na preesença da letra “R” representando o Rei, esculpida na pedra parcialmente encoberta pela água do Rio, na ponta do muro pertencente ao Hotel. Reconhecido por ser o primeiro a explorar comercialmente o “Barreado” e por divulgar o prato típico do litoral paranaense, o Hotel recebeu, por cinco anos consecutivos, o PRÊMIO QUALIDADE BRASIL INTERNACIONAL”.