9 de abr de 2009

Hotel Nhundiaquara - Morretes - PR




A bela paisagem vista do Hotel e Restaurante Nhundiaquara é magnífica. Mas, se observada de outros ângulos, o prédio faz parte do que conhecemos mundialmente com “cartão postal de Morretes”. O Casarão conserva as paredes originais da área principal remanescentes do século XVII e é a mais antiga construção da cidade. Ali funcionou um Cassino, a escola de Bom Peixe, a Fábrica de Meias, um Centro Espírita, a sede da Repartição Geral dos Telégrafos (primeiro telégrafo) e, a partir de 1945, o Hotel Nhundiaquara, que recebeu o nome do rio de origem Tupi-guarani (nhundia = peixe e quara = empoçado ou buraco, logo buraco de peixe). Parte da história do Casarão se confunde com a história da família Alpendre quando, em 1944, o português Antonio Alpendre resolveu tirar um “cochilo” na beira do rio, num casarão abandonado, e descobriu que naquele local não havia pernilongos ou motucas, isto bastou para adquirir o imóvel pertencente a um estrangeiro (quinta coluna). Com a morte do esposo, em 1947, Amália Martinha Alpendre esteve à frente dos negócios juntamente com sua filhas até 1963, quando a direção do estabelecimentro foi passada para a filha mais velha, Maria da Glória Alpendre Silveira, a qual permanece até hoje. Com a enchente de 1969, a pequena varanda de madeira feita em 1945 ficou comprometida e é aí que foi construída por Joel Costa Silveira a área externa que circunda a parte do Casarão e que caracteriza a conhecida aparência atual, onde funciona o restaurante na antiga “Rua do Comércio”, hoje Rua General Carneiro”. O “Marco Zero” de Morretes (onde começou a Cidade), está registrado na preesença da letra “R” representando o Rei, esculpida na pedra parcialmente encoberta pela água do Rio, na ponta do muro pertencente ao Hotel. Reconhecido por ser o primeiro a explorar comercialmente o “Barreado” e por divulgar o prato típico do litoral paranaense, o Hotel recebeu, por cinco anos consecutivos, o PRÊMIO QUALIDADE BRASIL INTERNACIONAL”.

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