27 de abr de 2010

En la calle Florida






















O Tango é mais do que simplesmente uma postura precisa e um passo estável. Foi desenvolvido na Argentina e no Uruguai no século XIX. A dança Tango resulta da fusão de música europeia, africana e gaucha. Naquele tempo, as pessoas começaram a sentir o Tango sob a pele. O Tango é uma forma de estar na vida, uma linguaguem da alma. O Tango inicialmente foi chamado de Tango Criollo ou simplemente Tango. Existem numerosos estilos actualmente, como por exemplo o Tango Argentino, o Tango de Salão (Estilo americano e internacional), o Tango Finlandés, o Tango Chinês, entre outros. O Tango Argentino é considerado como sendo o “autêntico” tango, já que é o mais parecido com o que se dançou originalmente em Buenos Aires, Argentina. Elementos de dança e da música de Tango são populares em actividades artisticas relacionadas com a dança ou expressão corporal, tais como: patinagem artística, natação sincronizada, etc., isto pelo efeito dramático e pela enorme capacidade de improvisação no eterno tema do amor. O Tango é dançado normalmente em linha (ronda), numa posição cerrada, peito com peito, ou face encostada (cara a cara). No entanto, o Nuevo Tango permite dançar numa postura aberta. Uma coisa é eterna: o tango é irrepetível e permite uma improvisação infinita. O Tango consiste numa variedade de estilos como são o Tango Canyengue e Tango Orillero. No entanto, a maioria destes estilos já não se dançam. Fazem simplemente parte da evolução do Tango Argentino. Actualmente, o Tango Argentino consiste em: Tango de Salão, Tango Milonguero, Nuevo Tango, Show Tango ou Tango Fantasía. Os dançarinos de Tango Argentino também practicam duas outras danças relacionadas: Vals (waltz) e a Milonga. As festas de Tango são também chamadas de Milonga. Por fim, fecha os olhos, abre o teu coração, partilha a tua paixão com o teu par e dança Tango.

Plaza de Mayo - Buenos Aires




Entre 1976 e 1983,durante o sangrento regime militar que se instalou na Argentina, cerca de nove mil pessoas desapareceram. Segundo organismos de direitos humanos,este número sobe a mais de 30 mil. Ao sequestro dos opositores,seguia-se o assassinato. Aviões partiam lotados de presos , que eram atirados ao Rio da Prata. Sem notícias de seus filhos ,mães desesperadas percorriam delegacias,igrejas e prisões à procura de um simples sinal de vida. À partir de abril de 1977, todas as quintas-feiras às 15.30 horas, as mães de alguns destes desaparecidos começaram a se reunir na Plaza de Mayo em frente a Casa Rosada, sede do governo. A Praça foi escolhida como ponto de encontro porque, segundo a líder Hebe de Bonafini, “ lá todas as mães eram iguais, todas haviam percorrido os mesmos caminhos na mesma busca, não havia nenhuma diferença e nenhum tipo de distanciamento”. Começava ali um movimento de protesto e solidariedade unindo estas mães que perderam seus meninos. A intenção era sensibilizar o então presidente Jorge Videla, para que ele interviesse no processo e lhes fornecesse notícias dos filhos desaparecidos e punição para os assassinos.