1 de jun de 2009

Falésia principal - Canoa Quebrada - Ceará



De acordo com informações do arquiteto e professor Raimundo Carlos Limaverde, docente da Unifor pós-graduado em Turismo e diretor de Meio-Ambiente da Associação de Moradores dos Esteves de Canoa Quebrada a origem do símbolo associado à lembrança da praia mais famosa do Ceará tem várias simbologias.
Para uns, é o casamento da Lua com a Estrela D'Alva, fenômeno que ocorre em outubro com a "aproximação" aparente dos dois astros. A crença indígena classifica essa ocorrência com o nome missaré, que quer dizer "casamento dos céus". Já outros vêem a Lua representando da polaridade feminina, recebendo em si a estrela de cinco pontas, ou de quinta grandeza, que é o Sol, representando o pólo masculino, numa dialética do firmamento, o local onde os deuses se encontram. O arco da Lua também alude a um ventre feminino, que nutre uma Estrela-feto. Essa interpretação liga-se à idéia de procriação, fertilidade e amor. A Estrela é, ainda, a imagem do homem, ou microcosmo, e simboliza também os cinco sentidos.
Este símbolo chegou a Canoa através de um casal do Oriente Médio que pediu, ao seu Chico Elisiário, artesão de osso de tartaruga, que fizesse para eles um par de anéis. O anel com a Lua-estrela foi logo solicitado por outras pessoas e tornou-se uma espécie de talismã.
O mérito reside na visão do que aquele símbolo poderia trazer a todos do lugar, para os que produziam artesanato em labirinto, adornos tipo brincos e braceletes, tatuagens, etc. Logo caberia uma escultura, com um patamar em grandes dimensões, onde o visitante pudesse participar do cenário que tem por fundo a Lua-estrela, tornando-se um elemento vivo e divulgador, dentro do seu próprio cartão-postal.
"Em 1977, ao me formar, senti o desejo de deixar uma marca para o local que me acolheu com tanto carinho. Vi no trabalho do seu Chico Elisiário (criador do símbolo)o potencial que eu procurava. Já naquela temporada, os anéis de Lua-estrela tinham uma produção incessante. Dai esculpi, com a ajuda do Niciano, uma Lua-estrela de dimensões faraônicas, no alto das falésias. Durante dez anos mantive a restauração da escultura original. Os turistas a utilizavam como havíamos previsto, mas também a destruíam, escrevendo nela seus nomes. Como a proposta era a de um trabalho e cultura cumpriu magnificamente, ao longo desses anos, o seu papel."

Um comentário:

Jornal O Turista disse...

Estou lançando um pequeno jornal de turismo, gostaria de saber como posso obter essa foto da Lua e Estrela que está muito linda.
abrs,
Eliza