19 de mar de 2009

Veneza

A cidade de Veneza ou a Sereníssima como é vulgar chamá-la edificou-se sobre modelos reais e imaginários que contribuíram para a construção do mito que servia de factor motivador e de união para os seus habitantes e de arma psicológica fortíssima contra os seus inimigos presentes e futuros.
Para essa construção muito contribuiu a arte e particularmente a pintura. O Leão de S. Marcos é uma obra emblemática que oficiosamente se tornou o símbolo da Sereníssima Republica de Veneza.
Veneza não segue a lógica de uma cidade normal, afinal ela não tem nada de comum. As ruas seguem o rumo dos canais e mesmo caminhando com um mapa você se perde. As ruelas cheias de curvas nos fazem perder o senso de direcionamento. São 117 ilhotas com uma centena de pontes! Por isso, são inúmeras as placas de orientação. O Canal Grande, como o nome já diz, é o principal dos canais e divide a cidade ao meio.
Escavações arqueológicas numa vala comum em Veneza descobriram um esqueleto de uma mulher que terá sido considerada um vampiro na época em que morreu.
Uma pedra foi encontrada inserida na sua boca, o método utilizado para impedir que se alimentasse do sangue das vítimas de pragas ou que renascesse para espalhar o vírus dos mortos-vivos entre a população, segundo a crença popular.
Muitos acreditaram em 1576 que a grande praga que atingiu Veneza era da responsabilidade de mulheres-vampiro. Esta ideia surgiu provavelmente porque as vítimas da praga soltavam muitas vezes sangue da boca quando morriam.

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